Os dados e a inteligência artificial estão a ganhar um papel crescente no planeamento da mobilidade urbana, não apenas na gestão operacional dos sistemas de transporte, mas também na própria elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana Sustentável. O tema está em destaque no EIT Urban Mobility North Summit 2026, que decorre em Oslo nos dias 9 e 10 de setembro e reúne cidades, autoridades de transportes, empresas e especialistas dos países nórdicos e bálticos.
Um dos workshops do encontro é especificamente dedicado aos “data-driven SUMPs” e à passagem de dados fragmentados para sistemas integrados de mobilidade. A questão é particularmente relevante numa altura em que as cidades dispõem de volumes crescentes de informação proveniente de operadores de transporte público, sistemas de bilhética, sensores de tráfego, serviços partilhados, dispositivos móveis e outras plataformas digitais.
A integração destes dados pode permitir diagnósticos mais precisos, acompanhamento mais rápido dos efeitos das políticas e uma maior capacidade de adaptar a oferta às alterações da procura. No entanto, implica também desafios de interoperabilidade, governação, qualidade da informação e capacidade técnica das autoridades públicas. A disponibilidade de dados, por si só, não garante melhores decisões se estes permanecerem distribuídos por sistemas que não comunicam entre si.
O encontro de Oslo relaciona esta evolução com outras tendências, entre as quais a mobilidade como serviço, a utilização de inteligência artificial e a partilha de espaço, dados, veículos e viagens. O programa inclui ainda a apresentação do novo plano de mobilidade verde de Oslo e de Lilleakerbyen, um desenvolvimento urbano concebido como bairro de dez minutos em torno de um nó de transportes. A tendência é clara: dados, planeamento territorial e sistemas de transporte estão a ser tratados de forma cada vez mais integrada.
Fonte principal: EIT Urban Mobility (2026). “EIT Urban Mobility North Summit 2026”. Oslo, 9 e 10 de setembro de 2026.