A nova era da alta velocidade: cinco tendências que vão revolucionar as viagens de comboio

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A tecnologia ferroviária está a avançar a um ritmo vertiginoso, mas a velocidade não é a única fronteira que está a ser conquistada no setor. Estão a chegar novas ligações, bilhetes a preços surpreendentes e uma experiência de viagem totalmente redesenhada que promete tornar o comboio a opção preferencial para milhões de passageiros. Uma das mudanças mais visíveis será a introdução de comboios elétricos de dois andares, com a Eurostar a investir cerca de dois mil milhões de euros numa nova frota destinada a reforçar significativamente a capacidade entre o Reino Unido e a Europa continental.

Simultaneamente, a Europa prepara-se para uma expansão sem precedentes da sua malha ferroviária. O plano ambicioso desenhado pela Comunidade das Empresas Ferroviárias e de Infraestruturas prevê a criação de uma rede de quase 50 mil quilómetros de linhas de alta velocidade, ligando todas as capitais e grandes cidades do continente com comboios que podem atingir os 350 km/h. Embora este seja um projeto a longo prazo, com um horizonte de execução de pelo menos 20 anos, a integração já começou a dar passos concretos, inclusive através de parcerias inesperadas como a da Uber com a Gemini Trains, que lançará a primeira ligação de alta velocidade entre o Reino Unido e a Alemanha acessível diretamente através da aplicação de transporte.

A transformação estende-se também às infraestruturas de suporte, que deixam de ser simples locais de passagem para se tornarem verdadeiros centros de vida urbana. O exemplo mais recente vem da Índia, com a construção de um hub a norte de Bombaim que integra escritórios, comércio e restaurantes, reservando uma fatia generosa de 25% da sua área total para vegetação e espaços de lazer. Enquanto a conveniência aumenta, o custo para o passageiro tende a descer em mercados onde a concorrência se intensifica. Em Espanha, a operadora Ouigo já demonstra que a alta velocidade pode ser acessível a todos, oferecendo viagens entre Sevilha e Barcelona, com paragens em Madrid, por valores tão competitivos como 10 euros.