São Paulo acelera mobilidade com investimento federal de 5,6 mil milhões de reais

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O Governo Federal do Brasil formalizou um investimento histórico de 5,6 mil milhões de reais destinado a transformar a infraestrutura de transporte ferroviário e metropolitano no estado de São Paulo. Através de dois contratos assinados entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e o governo paulista, o financiamento impulsionará a criação do Trem Intercidades Eixo Norte e a expansão da Linha 2-Verde do Metro, projetos que se inserem na carteira estratégica do Novo PAC. A cerimónia de assinatura, realizada em Araraquara com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sublinhou a importância de tratar estes recursos não como despesa, mas como a construção de ativos produtivos que geram rentabilidade e desenvolvimento para o país.

O projeto do Trem Intercidades (TIC) Eixo Norte receberá uma tranche inicial de 3,2 mil milhões de reais para ligar a capital paulista a Campinas num percurso de 101 quilómetros. Este comboio de média velocidade contará com um serviço parador entre Jundiaí e Campinas, atravessando oito municípios, além de se articular com a rede metropolitana já existente. Paralelamente, a expansão da Linha 2-Verde do Metro de São Paulo contará com 2,4 mil milhões de reais para prolongar a via em mais 8,3 quilómetros, desde a Vila Prudente até à Penha. Esta obra inclui a construção de oito novas estações e deverá beneficiar diariamente mais de 320 mil passageiros, criando ligações cruciais com as Linhas 3-Vermelha e 11-Coral.

Para além do impacto direto na mobilidade, o investimento carrega uma forte componente de reindustrialização e fomento ao emprego nacional. O BNDES condicionou o apoio financeiro à produção local, o que resultará na fabricação de novos comboios na unidade industrial da CRRC Brasil, em Araraquara, com entregas previstas a partir de 2027. Estima-se que apenas as obras no Metro gerem cerca de 7 mil empregos diretos e 4,8 mil indiretos, reforçando a estratégia de utilizar o investimento em infraestruturas como motor de crescimento económico e bem-estar social para os utilizadores de cidades vizinhas, como Suzano e Mogi das Cruzes.