No quadro da modernização das Redes Transeuropeias de Transportes (RTE-T), o ano de 2025 assume-se como um marco decisivo para os principais centros urbanos do continente. De acordo com as normas estabelecidas pelo Regulamento (UE) 2024/1679, um total de 424 cidades designadas como nós urbanos têm a obrigatoriedade de concluir e adotar os seus Planos de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS, ou SUMP na sigla inglesa) até ao final do próximo ano.
Estes planos constituem o guião estratégico para garantir que o desenvolvimento da mobilidade local esteja em total sintonia com as metas de neutralidade climática da União Europeia. O requisito central para estes 424 nós urbanos é a integração de medidas que promovam ativamente a mobilidade com emissões nulas ou baixas, acompanhada pelo esverdeamento das frotas de transporte público e pela criação de infraestruturas que facilitem a transição entre diferentes modos de transporte.
A exigência para 2025 visa transformar estas cidades em pontos de ligação eficientes, eliminando os estrangulamentos que frequentemente ocorrem na chamada “última milha” das viagens de passageiros e mercadorias. Ao implementar estes planos, as autoridades locais devem assegurar que a rede de transporte urbano funciona como uma extensão fluida dos grandes corredores europeus, preparando o terreno para obrigatoriedades futuras, como a criação de interfaces multimodais robustas para passageiros e terminais de mercadorias com capacidade de transbordo adequada até ao final da década.
Fonte Principal: Orientações da União Europeia para o desenvolvimento da rede transeuropeia de transportes – EUR-Lex