Última milha continua a ser o ponto crítico da logística urbana

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A última milha continua a ser uma das etapas mais difíceis da logística urbana. Num artigo publicado esta terça-feira, a DHL sublinha que, apesar da forte coordenação existente nas redes globais de transporte aéreo, marítimo, ferroviário e rodoviário, a fase final da entrega mantém níveis muito superiores de variabilidade, fragmentação e complexidade operacional.

A dificuldade resulta da própria natureza urbana da distribuição. Ao contrário dos grandes corredores logísticos, a entrega final depende de ruas congestionadas, restrições de acesso, estacionamento limitado, janelas horárias, densidade variável de encomendas e expectativas cada vez mais exigentes dos consumidores. É nesta etapa que se acumulam muitos dos custos e ineficiências da cadeia.

Para as cidades, o tema ultrapassa a gestão empresarial da distribuição. A última milha influencia o tráfego local, a ocupação do espaço público, as emissões, o ruído, a segurança rodoviária e a convivência entre veículos de carga, peões, bicicletas e transporte público. A organização desta etapa tornou-se, por isso, uma dimensão essencial da política de mobilidade urbana.

A melhoria da última milha passa por soluções combinadas: pontos de consolidação, cacifos, entregas fora de ponta, veículos de baixas emissões, gestão digital de rotas e regras urbanas coerentes para cargas e descargas. O desafio é encontrar modelos que aumentem a eficiência logística sem transferir custos para o espaço público nem agravar os problemas de circulação urbana.

Fonte principal: DHL. “4 ways to improve your last-mile delivery performance”. Publicado em 7 de julho de 2026.