Nova Iorque recupera financiamento federal para expansão do metro após processo judicial

//

w2g

O governo norte-americano cedeu à pressão judicial e concordou em retomar o financiamento para a extensão da linha de metro da Segunda Avenida, em Manhattan. O Departamento de Transportes dos Estados Unidos (USDOT) confirmou, num documento entregue ao tribunal federal, que concluiu a revisão do projeto e que voltará a reembolsar as autoridades de transporte estaduais pelos custos de construção. Esta decisão surge após um braço de ferro de sete meses que culminou num processo movido pelo estado de Nova Iorque contra a administração federal.

Para Janno Lieber, CEO da Autoridade Metropolitana de Transportes (MTA), esta reversão representa uma vitória essencial para a “justiça de transporte” em bairros como Harlem, que aguardam há décadas por uma melhor conectividade ferroviária. Lieber lamentou que o processo tenha exigido o recurso aos tribunais, classificando o bloqueio das verbas como um desperdício de tempo e dinheiro público, fruto do que apelidou de jogos políticos. A MTA sublinhou que já estava a cumprir as normas federais mesmo antes de o governo ter formalizado as novas diretrizes para o setor.

Do lado de Washington, a justificação para a suspensão anterior das verbas centrou-se na oposição às políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) aplicadas no projeto. O USDOT argumentou que tais princípios inflacionam os custos das obras públicas e são inconstitucionais, defendendo que o acordo agora alcançado assegura uma gestão mais eficiente do dinheiro dos contribuintes. Até ao momento da resolução, o governo federal tinha retido cerca de 60 milhões de dólares destinados ao projeto, que tem um custo total estimado em 7,7 mil milhões de dólares.

Este impasse financeiro na Segunda Avenida não é um caso isolado, inserindo-se numa série de disputas entre a administração Trump e os líderes democratas sobre infraestruturas críticas na região de Nova Iorque e Nova Jérsia. O governo federal tentou anteriormente travar investimentos no novo túnel ferroviário sob o rio Hudson e rescindir a aprovação do sistema de taxas de congestionamento em Manhattan, tendo sofrido derrotas judiciais em ambas as frentes nos meses mais recentes.